não me encare com os teus olhos de bronze
não me deixe mais cego que estou
não preciso de dinheiro
pra te mostrar quem sou
não me canse com essa cara de trabalho
não me encare pelos vagões do metrô
os teus dias de escravo
são os meus dias de dor
não me olhe com essa cara de assustado
não me deixe mais surtado que eu estou
viva de joelhos o medo
enquanto eu transo o amor
não me mate com seus olhos de milícia
deixa eu dançar, rodar, sambar, cair na minha pista
você leva esse mundo à sério
eu levo meus sonhos à risca
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Um comentário:
É a minha preferida!
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