Como resgatar um amigo do seu holocausto?
Não adianta sacudir a poeira dos seus ombros,
nem lápidá-lo como um diamante,
é preciso fazê-lo sentir a liberdade dos antigos dias.
Quem me dera fazer brilhar aquele sorriso novamente,
que iluminava os velhos tempos.
Fazer a música renascer em sua face, agora mórbida e sombria.
Perante a sociedade tornou-se a cura da delinquência.
Frente a mim, um amigo que se perdeu.
Aquele que parecia fadado a jamais envelhecer,
hoje carrega o pesado fardo da glória capital.
Onde estará todo o amor, a revolta, o companherismo?
Esvaineceram-se nos braços sonolentos da virgem,
ou foram sufocados pelo tentáculos da inquisição?
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