26.11.08

Pobre poeta

Oh pobre poeta
A poesia se voltou contra você
Seu céu azul agora é tempestade
E sua terra prometida, cinzas...

Oh seu louco sonhador
Até que ponto a realidade te machuca?
Como diz coisas tão cínicas e belas
E se reclusa as próprias trevas?

Oh pobre poeta
Deitado em seu leito hospitalar
Sem ninguém pra trazer flores
Ainda flores tens pra dar

Diamantes não se quebram

Você aí dentro
Você seria capaz
De tocar a solidão da lua?

Você voaria, tão alto quanto
um pássaro de metal?
E brilharia tanto quanto o sol?

Você curaria todos os cegos?
Mataria a fome da áfrica?
Você aí dentro...

Ei, Sr. Sonolência...
Você andaria sobre as águas?
Você cairía de joelhos à terra?

Você aí, confusão!
Tá com medo de se quebrar,
mesmo sabendo que diamantes não se quebram?

Bárbara

Em teus olhos águas claras
Nos teus braços brisa leve
No teu peito todo o amor

Em teus traços um sorriso
Na tua pele liberdade
Do seu corpo uma flor

Na tua boca beijos doces
Pro teu desejo um delírio
Pra tua mão, outra mão...

Pro teu caminho uma luz
Pra tua vida um anjo louco
E para protegê-la todos nós

Na tua passagem mil cortejos
No teu reino lealdade
Pra tua coragem gratidão