A alma do poeta morreu!...
Morreu na tarde silenciosa
De um bosque de ipês
Numa fria tarde de outono
Morreu sem choro
Morreu sem reza
Foi-se com o vento
Leve e sem pressa
O poeta da alma morreu!...
Morreu no gozo
Da mulher amada
Na lua de alguma estrada
A morte do poeta almou!...
Almou a lua, almou a estrada
Almou o gozo
E a mulher amada
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