29.8.08

O amor e a lua


De um amante solitário...

Lamento querida, encontrei um novo amor.
Novo não, um antigo, uma velha amiga, a dor...
O amor livre da cegueira do sol.

Só ela irá deitar em meu peito e descansar eternamente,
tão leve quanto a chuva de verão
que nos abençoa numa doce manhã...
Tão pura como as nossas primeiras noites de amor e vinho.

Só ela nos ama de um jeito que nem os poetas podem descrever.
Pode erguer e derrubar reis.
Não te enfraquece, te confunde
ou deixa sem chão.
É real, move o mundo...

É o amor livre, livre dos rastros do homem,
na sua mais nobre vertente.
É a corda de um lado ao outro do abismo,
A tempestade que acerca sem tripudiar...

É a eterna batalha entre o dia e a noite.
A noite sempre prevalece,
pois a noite é mais pálida e mais sincera, como a lua...
A lua jamais esquecerá o olhar da pessoa amada
e o sol jamais deixará de ser leviano.
Vice-versa...

Rubens Vinícius

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