30.8.08

Cinto de castidade

Monastério, monastério,
por que tanto mistério?
Porque tantas periquitas,
vives à enjaular?

Olhos de burguesia,
estão à fuzilar,
qualquer broto
pronto pra brotar...

Mantenha distância,
diz o altar.
A menina é pura
e ela não pode dar.

Doce sangue jovem,
à me torturar...
Porque nasceste
em berço de ouro?

Derrubarei
a inquisição,
e arrebentarei
o teu áureo cinto,
que arde em castidade...


Rubens Vinícius.

Um comentário:

Anônimo disse...

hahahaha, demais :)