2.7.09

Mordaças

O mundo é uma mentira
A realidade é uma merda
Ao acordar da manhã
A liberdade se encerra

Em minha garganta
O gosto do tédio
Tento quebrar a regra
Mas é ela quem quebra

Injeções de ódio
Injeções de terror
Todo dia a vacina
Contra o amor

O vazio é a ordem
Em terras robôs
Acendo meu cigarro
Tento manter quem sou

Todo dia eu tento
Me livrar das mordaças
Corro contra o tempo
O medo me calou

O vento não sopra
A nosso favor
Me sinto ancorado
Em um mar de dor

Eu vejo o sol nascer
Sem horizonte
Mais um dia cinza
Pra me embriagar

Os vermes da cidade
Aos poucos me consomem
Uma noite fria na estrada
Meu melhor lar

2 comentários:

.lola disse...

Baby, quando li "Mordaças" me identifiquei muito e não sei quantas vezes já te disse, mas não canso de repetir: tu escreves muito bem!

Beijão querido, te adoro!

L disse...

tremenda identificação.